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22 de Dezembro de 2009
Atendimento dos bancos ficará mais personalizado
Foto: Getty Images
Tem coisas que parecem que não mudam. Ir ao banco, por exemplo. Por mais que a tecnologia faça com que, cada vez mais, o correntista resolva seus problemas à distância, por telefone ou internet, tem horas em que ir à agência é inevitável. Esse momento é considerado por muitos como algo chato e demorado, mas isso pode estar com seus dias contados. A aposta dos bancos para a década é que o foco do atendimento se voltará cada vez mais em entender as necessidades dos clientes, e a tecnologia pode ajudar nisso.
Há pouco mais de dois anos, a IBM inaugurou em São Paulo o primeiro Centro de Soluções para a Indústria Financeira da América Latina, com o objetivo de testar novas tecnologias que poderão ser utilizadas pelos clientes de instituições financeiras nos próximos anos. O centro, que existe em várias partes do mundo, possui um show room que simula uma agência do futuro.
"As instituições financeiras precisam acompanhar a evolução do histórico do cliente e entender suas necessidades. O ideal é atingir um nível de fidelidade no relacionamento, de tal forma que o cliente indique o banco para outras pessoas, compre seus produtos e não vá para a concorrência", afirma Raphael Dan Schur, responsável pelo centro.
A idéia é que, no futuro, a agência não seja apenas um lugar para se resolver problemas. Na visão da IBM, elas se tornarão mais atraentes e interativas. "Hoje, ir ao banco é um mal necessário. Por outro lado, fazer compras é bem divertido. Temos que transformar a experiência bancária em algo mais prazeroso", explica Schur.
Entre as soluções sugeridas pelo centro está a identificação do cliente por biometria no momento em que ele entra na agência. O perfil é enviado para o gerente do banco que pode, assim, fazer um atendimento mais personalizado, se tornando uma espécie de “consultor financeiro”.
A biometria também é uma das apostas para a segurança. Além de caixas eletrônicos que reconhecem o rosto do cliente, câmeras de segurança prometem, segundo a IBM, monitorar o interior das agências de forma inteligente. A tecnologia Smart Surveillance é capaz de identificar desde clientes que estão com dúvida no auto-atendimento até atitudes suspeitas de criminosos.
De acordo com Schur, a tendência de descentralização do atendimento também deve continuar. Quiosques com telas sensíveis ao toque (touchscreen) podem ganhar espaço em locais públicos, oferecendo ao usuário acesso a saldos, extratos e outros serviços, além de uma linha direta com o call center para a resolução de problemas.
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