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15 de Dezembro de 2009

Em 10 anos, imagem da TV ficará ao alcance das mãos

Crédito: Getty Images

Maria Carolina Marconi

Você já imaginou fazer compras, estudar para uma prova de matemática e ajustar a temperatura de casa ao mesmo tempo em que assiste à novela? E melhor ainda, fazer tudo isso usando somente o controle remoto da TV? Parece filme de ficção, mas as empresas garantem que esta realidade não está tão distante.

Nos dez anos de vida do Terra, o consumidor viu a televisão passar do tubo para modelos de LCD, plasma, LED TV e OLED. Agora, assiste à substituição gradual do sinal analógico pelo digital. Antes dele, ver TV com qualidade, em qualquer lugar, parecia impossível. Hoje é possível assisti-la no carro ou do celular, por exemplo, sem falhas na imagem ou som.

Apesar de recém-chegada, no que depender da indústria do entretenimento, a televisão digital deixará em breve de ser novidade. A promessa para a próxima década é a possibilidade de curtir filmes e games em três dimensões no sofá de casa. Em outubro, Panasonic, Sony, Toshiba e Sharp apresentaram seus modelos de televisão Full HD 3D na Ceatec, maior feira de eletrônicos da Ásia, realizada em Chiba, no Japão.

As empresas conseguiram produzir os aparelhos 3D com imagem em alta definição e telas menores (entre 50 polegadas e 60 polegadas), para que tenham preços mais acessíveis. O objetivo das companhias é levar a experiência dos cinemas para a sala de centenas de milhares de famílias a partir de 2010. Inicialmente, os principais conteúdos disponibilizados em três dimensões devem ser filmes e jogos, mas já existem redes de televisão investindo no novo formato.

Quando focamos em um objeto, nosso olho esquerdo capta uma imagem levemente diferente do olho direito. Essas visões distintas são recebidas e processadas por nosso cérebro, nos dando a noção de profundidade espacial. Para que a imagem em três dimensões seja produzida artificialmente numa TV, é preciso que a cena seja gravada simultaneamente sob ângulos um pouco diferentes, o que atualmente é feito com câmeras especiais de duas lentes. Depois, essas duas imagens são exibidas juntas e, com o filtro de óculos especiais, causam o efeito tridimensional.

A tecnologia 3D atual usa transmissão Half HD. Nesse caso, as cenas para cada olho são transmitidas simultaneamente, ocupando, cada uma, metade das linhas que formam a imagem. Com isso, 50% da qualidade se perde.

As TVs que estão sendo desenvolvidas são Full HD, ou seja, as imagens são transmitidas alternadamente, ocupando todos os pixels disponíveis na tela. Os óculos utilizados com essas TVs funcionam como obturadores, de modo que a lente de cada olho abre e fecha em sincronia com as imagens exibidas. Como isso ocorre numa velocidade de 120 quadros/segundo, quem assiste não perceberá o movimento.

A Philips está investindo no desenvolvimento de uma TV 3D que dispense o uso de óculos, mas essa aposta não é consenso. Para alguns fabricantes, sem óculos, a transmissão em 3D exigiria resolução maior, o que encareceria muito o produto.



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