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15 de Dezembro de 2009

Futuro promete chips ainda menores, e não só no PC

Crédito: Getty Images

Maria Carolina Marconi

Gordon Moore, co-fundador da Intel, maior fabricante de chips no mundo, previu em 1965 que a capacidade dos processadores iria dobrar a cada 18 meses. E a chamada “Lei de Moore” vem se cumprindo desde então, na proporção em que os equipamentos vão diminuindo de tamanho.

Graças à miniaturização, em alguns anos, será possível guardar no seu bolso produtos que um dia não couberam na sua mochila, como projetores e impressoras de fotos. Para o cientista da computação Leandro Daher, apesar de existir uma limitação física, ainda há espaço para a miniaturização e, por conta disso, os computadores deixarão de ser apenas as máquinas que conhecemos hoje. Nossas roupas, relógios e jóias passarão a ter chips embutidos, e as pessoas serão capazes de se conectar e processar dados em qualquer lugar, a qualquer momento.

"Os computadores que conhecemos atualmente estão morrendo lentamente. A TV digital e os mobiles vão tomar conta do mercado. HDs fatalmente virarão microSDs [cartões portáteis de memória], que hoje já têm 16 GB de capacidade. Os 'gadgets' [dispositivos] estarão nos celulares e carros. Fatalmente, os aparelhos pesados e até mesmo os laptops deixarão de existir", prevê Daher.

Armazenamento de dados

Quando o Terra surgiu, em 1999, a maioria das pessoas ainda precisava recorrer aos disquetes de 3½ polegadas para transportar um arquivo de um lugar para o outro. A capacidade - 1,44 MB - permitia guardar pouco mais de um minuto de uma música em MP3. Hoje, alguns fabricantes já oferecem HDs externos com capacidade de até 4 TB (terabytes). Cada terabyte equivale a 1.000 GB, ou seja, a potência de armazenamento de 1428 CDs, ou ainda, 250 DVDs.

Espere por mais mudanças na próxima década. De acordo com especialistas, o futuro aponta para pendrivers e microSDs com capacidade de armazenamento muito superior às de hoje e, ao mesmo tempo, ainda menores. Para Leandro Daher, o CD e o DVD deixarão de existir, assim como os HDs dos computadores. “Todos os aparelhos, sejam eles na rua ou em casa, vão ter uma entrada para um chip universal. O blue-ray resistirá um pouco devido à qualidade digital, mas fatalmente será substituído por alguma tecnologia que não precise de leitor”, afirma.

Com tantas opções de armazenamento disponíveis e a rápida substituição das tecnologias, é bastante comum que as pessoas tenham dúvidas sobre qual é a melhor maneira de guardar seus arquivos. “Para a pessoa física, os meios mais seguros ainda são CDs e DVDs. Eles duram, em média, 20 anos, enquanto o HD tem uma vida média de 10 anos. Quanto ao pendrive, é difícil precisar. Depende muito do modo de utilização, mas a média fica em torno de cinco anos. Já a tecnologia blu-ray não visa a armazenagem de dados, mas sim a qualidade de imagem e som”, explica Daher.



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